
Ah! Se antes houvesse
Deixado de ser bobo
E permitido devorar-me o amor;
Ah! Se antes houvesse parado
Para tomar tuas mãos, te abraçar
E me permitido de amor inebriar.
Não teria essa dor
Não teria o sofrer
Não houvesse que chorar
Ah! Se antes houvesse tolerado
A paixão me consumir,
Uma tão nietzschiana paixão,
Imensa como o oceano
No qual eu seria
Pequena gota de água e sal
Que a brisa respingaria
Como proposta de amor
Sobre teu corpo ao sol;
E retornaria a vida,
E tudo se consumaria
E o todo se completaria.
Se antes houvesse...
Vilemar Costa




