quinta-feira, 1 de novembro de 2007


Plano cruzando ruelas sem norte

Só a lua conhece meu passo

Sombra viva, corto a noite cinérea

E o soar das horas pende do céu.

Oscilam segredos e demônios

O dia pode não vir

E eu não posso ir

Surda, soturna e aspera

Goteja a madrugada

Metade do mundo ressona

A outra metade

Silêncio

E sigo o rumo sem norte

Flanando o túnel da noite

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