segunda-feira, 10 de dezembro de 2007










Já não tenho lembranças de ti

não lembro teu riso faiscante

nem teus brilhantes olhos

que ainda me acendem a alma.


Nem mesmo lembro de teus beijos profundos

que abastecem minha sede.

De teu corpo carnudo,monte sagrado

para ser escalado sem relutâncias, esqueço.


Não mais encontro

o espetáculo de teu sexo quente;

De teus rosados seios,

De teus cheiros inebriantes já não tenho lembranças.


Evapora-se da memória o teu balançado,

tua voz e respirar prazenteiros

que tal como miragens boiam no pranto de meus olhos

e me preenchem a mente.


Tua ausencia inunda minha imaginação.

Ainda há pouco pisastes o tapete a bombordo da cama

nua como o nascer do sol,

perfeita como lua cheia.


E teu vulto some em minha memória

a pele fresca e enluarada, os quadris hipnóticos,

teu suor, os sussuros, tudo se esvai.

Tu partes, mas ficas no cheiro de meu corpo.


Ficas como saudade que arranca em meu peito

o chôro da minh’alma.

Choro e me escorre a vida

e me perco de vista porque a manhã já vai chegando.

Vilemar F. Costa

Nenhum comentário:

Postar um comentário