sábado, 1 de dezembro de 2007





Surda, soturna e áspera

Goteja a madrugada,

Enquanto cruzo ruelas sem norte,

Sombra viva cortando a noite cinérea

Ao soar das horas que pendem do céu.


O dia pode não vir

E eu posso não ir.



Enquanto persigo

Flanando o túnel da noite,

a direção da estrela polar,

Oscilam segredos e demônios.


Só a lua conhece meu rumo,

prumo e passo.


Vilemar F. Costa

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