quinta-feira, 17 de janeiro de 2008








Preciso ver o País

Cada dia mais surrealista

Nos porões de subúrbios desgarrados de seus pais

Colônia, Império, República-Colônia

de patrões-colonos subservientes á águia

Periferia marginal repleta de som e sol, azul e amarelo

Cheios do silêncio

Manobra da tirania das elites condutoras

da mídia hipnótica janelas políticas do ter e liberal consumo

Transgressoras da liberdade Assassinas da esperança verdugo da palavra

De olhar fixo nas fontes de renda e lucro apenas

Das Américas e civilização.

Precisa querer a súcia dura que dita a dura lex sed lex ao bel prazer, unilateral

Facista, plutocrata, corporocrata, autocrata

Elaborada num laboratório químico claustrofóbico

Somático de fortuna e poder

Lucubração física obscena de um orgasmo coletivo-singular

Gerando burgo-aristocratas liberais da apocalíptica involução

Combustão fornecida pelo quarto poder

Fogueira do mundo antro-pó-cósmico

Mais prateado que todos da galáxia

Sobra de um soluço

Como a elite burgo oligarca patriarcal liberal

Em narcose aparvalhada por seus papéis e mercados

Acordar do sonho de seus rótulos precificados precisa

Descer do limbo de seus escaninhos suntuosos

Subjetivos dirigíveis dirigentes

E conhecer a realidade,

A cidade, suas ruelas, suas favelas,

Seus quilombos, seus escravos,

Suas propriedades serviçais

De uma escravatura transformada

Que teima em não acabar

Arrastando mais de um século

De uma independência que teima em morrer

Num grito que ecoa em duplo século colonizado.

Preciso ver o país

navegar preciso na utopia

que é preciso viver

Da anarco-fraternidade

Da disciplinada solidariedade

Da subversiva igualdade

Por onde a prosperidade brota

A esperança vinga

Uma nova aurora brilha

E a Nação reconhece seu povo

Fúlgido raio do solar trópico,

De um País azul de liberdade

Vilemar F. Costa

2 comentários:

  1. Eu já te disse que teu blog é sensacional? já, não é? lindos teus textos, Vilemar! Um deleite para a alma!
    Flores @>--

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