sábado, 2 de fevereiro de 2008










R e q u i e m

Viveu na condição de sombras.

O pai já cedo se foi.

Lutou o bom combate

Nem sabemos o que venceu.

Viveu na solidão

Sem plantas

Sem livros, sem mulher,

Sem os filhos,

Amigos ali

Acolá.

De longe amou

Como do outro lado de um vidro lusco-fusco

Como sombra de um sonho

Retornou ao pó

Morreu

E sua tênue imagem

Semelhante sopro no ar

Recolhe- se.

Somos pó e sombras.

In memoriam José Maia Costa

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