sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008









Um instante de amor basta.

Mesmo que seja paixão longa e complexa

É a realidade de um só momento,

O momento em que se sabe apaixonado

O momento em que se escuta o nome na boca da amada

Que nos é bastante.


O tempo não

Mas a eternidade guarda esse instante.


Dançava no ar o perfume de rosas

Que arremetias no andar.

Teus pés nus sobre a jade relva sorriam,

Tua silhueta mais bela que dos anjos escorria entre

palmeiras.

No fim de tarde, absorta na vida,

Tudo estava voltado em ti, para a vida.


Enquanto eu pedia apenas um naco de alegria

A réstia de um olhar cúmplice, o mimo de um afeto...


Tuas mãos sorriam, teu olhar sorria,

Os cabelos preto-graúnas sorriam,

Teus lábios, lembrando a pele sedosa de verdes uvas,

Guardavam a semente do porvir

Do instante-eternidade

da paixão-amor.


Naquele instante semelhante ao pleroma,

Apaixonado estava...


O sol repousava suave no poente,

O mundo caminhava para se perder

Em sonhos e delírios úmidos

Como um canteiro de violetas ao amanhecer,

A noite espreitava os violáceos raios do poente.

Tipo a ruptura do exílio e a vontade do enraizamento.

Vilemar F. Costa

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