quarta-feira, 9 de abril de 2008







Nenhum banzo decifra a mim

Um amor, um canto, a poesia sim

ora inteiro, ora águia,

Ora touro, ora leão, sou poeta


Os que me vêem

Olham-me como num espelho

Como rascunho do que deva ser

Decifram-me ao avesso


Segundo códigos, cifras,cifrões

Dividem o mundo e o outro

Conforme visam o céu pelo avesso

Na imanência de quatro naturezas


Nem Freud nem Jung explicam

A poesia sim

Um canto

De qualquer formato encantatório


Sobre livros, pássaros, orquídeas, nuvens

Sobre as arvores nas quais moramos

na linha do equador

que corta essa bola azul cadente.

Um comentário:

  1. Olá meu querido!
    Registro aqui meu encantamento para com este poema que recebi por e-mail! Ainda bem que não deixas de enviar estas pérolas para mim!
    Meu Space ainda e o mesmo, só mudou de endereço e teu blog continuar na lista das minhas Flores @>--
    Beijos

    ResponderExcluir