A oitava maravilha do mundo é teu corpo.
O maior pecado é o oceano de teus olhos
Que refletem a via lactea.
Ou será a via lactea
Que teus olhos refletem.
Em tua pele
a infinidade de universos
Onde minhas palmas deslizam
Em doce percurso
O mundo inteiro começa e acaba em ti.
Mergulho nos arbustos negros
Que ornam o portal concavo de tua taça
Nele respiro o prana,
Tempero alquimico de tua flôr
Ora entre meus dentes e o coração.
Lambuzo o rosto
Modelando tua carnosa fruta
limiar da energia criadora
Cadinho onde fogo e agua
Geram balsamos tecem vidas.
Arremeto no teu ventre,
O universo pulsa e semeia pecado
No oscilar de tuas ancas,
Ou seria o oscilar de tuas ancas
O ritmo do universo
Na paisagem
o amor se espalha se espelha
Tua voz peca ao sussurar meu nome
Serpenteamos, desfalecemos e repousamos
Sob o céu que nos margeia
Na certeza de um vôo perfeito,
Em teus braços não sou mais eu mesmo
Beija flor voando leve
Sobre canteiro de orquídeas e jasmins,
Sou livre porque sou teu escravo.
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7 comentários:
Muito bom, Vilemar!
Você está de parabéns pela qualidade de seus versos. Em estilo inteligente e bem cuidado, você soube transmitir seus pensamentos e as emoções poéticas.
Voltarei sempre.
Abração do,
José Calvino
Recife
Muito lindo, Vilemar! "O mundo inteiro começa e acaba em ti." Parabéns, Poeta!
Muito bonito, poeta.~
Só naõ sei por que não o colocas no grupo e no nosso blog?
Dúvidas...
Jeito lindo e poético de contar "detalhes tão pequenos de nós dois", Vilemar.
Adorei.
Abraços,
Conceição
Penso que amar seja o hábito de cultivarmos incessantemente os imperativos de nossa liberdade.
Abraços, meu caro poeta Vilemar!
Bonito, Vilemar! Ainda não conhecia seu blog.
Um abraço,
gosto sobretudo do jogo com as palavras.
a descrição está sutil e bela
bijok
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