
Ah! Se antes houvesse
Deixado de ser bobo
E permitido devorar-me o amor;
Ah! Se antes houvesse parado
Para tomar tuas mãos, te abraçar
E me permitido de amor inebriar.
Não teria essa dor
Não teria o sofrer
Não houvesse que chorar
Ah! Se antes houvesse tolerado
A paixão me consumir,
Uma tão nietzschiana paixão,
Imensa como o oceano
No qual eu seria
Pequena gota de água e sal
Que a brisa respingaria
Como proposta de amor
Sobre teu corpo ao sol;
E retornaria a vida,
E tudo se consumaria
E o todo se completaria.
Se antes houvesse...
Vilemar Costa


4 comentários:
Olá Vileimar,
Tentei acessar algumas vezes seu blog, pelo endereço que você postou no grupo ethos-paidéia, mas não consegui. Hoje meu filho me deu um socorro e aqui estou.
Gostei do seu jeito de fazer poesia. Além da inspiração, bem trabalhadas e sem sambra de dúvida, encantarão os mais apurados gostos.
Um abraço,
Dalinha Catunda
Vilemar,
Concordo com o comentário de Dalinha Catunda e digo mais: adorei o "seu jeito de fazer poesia".
Abraços,
Oh, Vilemar, por que não colocas essas preciosidades no nosso blog coletivo? Poetas Independentes forever...
Vilemar,
Vim agradecer pelo comentário deixado lá no blog, e aproveito para ler aqui...
Bonita a forma como vc mostra a tristeza de não se permitir visitar os caminhos da intensidade... Esses medos humanos, essas perdas humanas, esses arrependimentos... "Se antes houvesse..."
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