quinta-feira, 23 de abril de 2009


Ah! Se antes houvesse
Deixado de ser bobo
E permitido devorar-me o amor;

Ah! Se antes houvesse parado
Para tomar tuas mãos, te abraçar
E me permitido de amor inebriar.

Não teria essa dor
Não teria o sofrer
Não houvesse que chorar

Ah! Se antes houvesse tolerado
A paixão me consumir,
Uma tão nietzschiana paixão,

Imensa como o oceano
No qual eu seria
Pequena gota de água e sal

Que a brisa respingaria
Como proposta de amor
Sobre teu corpo ao sol;

E retornaria a vida,
E tudo se consumaria
E o todo se completaria.

Se antes houvesse...

Vilemar Costa

4 comentários:

  1. Olá Vileimar,
    Tentei acessar algumas vezes seu blog, pelo endereço que você postou no grupo ethos-paidéia, mas não consegui. Hoje meu filho me deu um socorro e aqui estou.
    Gostei do seu jeito de fazer poesia. Além da inspiração, bem trabalhadas e sem sambra de dúvida, encantarão os mais apurados gostos.
    Um abraço,
    Dalinha Catunda

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  2. Vilemar,
    Concordo com o comentário de Dalinha Catunda e digo mais: adorei o "seu jeito de fazer poesia".
    Abraços,

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  3. Oh, Vilemar, por que não colocas essas preciosidades no nosso blog coletivo? Poetas Independentes forever...

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  4. Vilemar,

    Vim agradecer pelo comentário deixado lá no blog, e aproveito para ler aqui...
    Bonita a forma como vc mostra a tristeza de não se permitir visitar os caminhos da intensidade... Esses medos humanos, essas perdas humanas, esses arrependimentos... "Se antes houvesse..."

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