segunda-feira, 12 de julho de 2010

Separam a terra em
Fronteiras,
Projetam para o céu
Antagônicas bandeiras
Ocultam que só há duas nações :
A dos vivos e a dos mortos.


A dos vivos sepulta
Mais que a morte
A esperança do que não acontece.
Morte que chega
De mansinho
Levando como num trem-bala
Tudo retornado em poeira estelar


Ainda nascendo
Pela beiradinha da morte
Nos esgueiramos
A cada fôlego inalado
Viver é uma ida ao inverso
Quem morre haverá mesmo
É de ser raptado.


Maior que a matemática
Sem fronteiras
Sem bandeiras
Sem mais nem menos
É a morte.
A vida é absurda aritmética.

Um comentário:

  1. Visite o Poesia Diversa. Aqueles que amam a poesia são sempre bem vindos. Um grande abraço!

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