Indagações a um generoso
amar
Os
dois sóis que são teus olhos
Fascinam
e resplendem
Envolvendo
teu riso
Teu
ventre, tuas ancas, teu colo
Aliciantes
como teus seios
A
dizer: Vem!
Amada que meus olhos desnudam e possuem
Que minhas mãos profanam e prostituem
O teu corpo inteiro e tua alma
Ao gozar o beijo em tua boca doce
E ao sorver tua língua mel
Minha existência impulsiona
E me eletriza
E faz-me saltar sobre ti em fogo
Perder a vergonha, o pudor e a sanidade
Rastejar animal sedento sobre teu ventre
Deixar-lhe todas minhas digitais
Sobre ele
Em direção ao vértice
Perder o juízo
Morder-te os lábios
Embebedar-me
Da fonte de desejo e vida
Cortar o ar num grito de prazer,
Desejo
e deleite
Meu
azul céu colorindo.
Agora
repousas, quase dormitas serena,
E
ao fitar teu corpo desnudo
Indago-me
já saudoso:
Posso
ser feliz sem te amar?
Descansarei
sem te perder um dia?
Terei
felicidade se te perder um dia?
Em
tua distância
Onde
acenderei meu fogo poético?
Como
minh’alma se abrirá em festas?
Como
passará a paisagem?
Onde
me acharei ao perder-me em te buscar?
Onde
obterei a luz dos olhos meus
Que
repousa em teu olhar?
Por onde vou sem você?
Para onde vou sem você?
Como
hei de te viver
Na
ausência de mim quando te vais?
Será
que só eu sei amar assim?
Será
que eu só sei amar assim?
Talvez
o amor só seja assim para mim...


Ah, o amor tão bem cantado nos teus versos. essa mistura de animal e de espírito que habita todo homem e que o faz mais inteiro. "Amada que meus olhos desnudam e possuem
ResponderExcluirQue minhas mãos profanam e prostituem". Isso é bonito demais. Obrigado pela visita ao meu blogue
Tava inspirado, irmão!!!
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