quarta-feira, 7 de setembro de 2011

TALVEZ SÓ SEJA ASSIM PARA MIM


Indagações a um generoso amar


Os dois sóis que são teus olhos
Fascinam e resplendem 
Envolvendo teu riso

Teu ventre, tuas ancas, teu colo
Aliciantes como teus seios
A dizer: Vem!

Amada que meus olhos desnudam e possuem
Que minhas mãos profanam e prostituem
O teu corpo inteiro e tua alma
Ao gozar o beijo em tua boca doce
E  ao sorver tua língua  mel
Minha existência impulsiona
E me eletriza
E faz-me saltar sobre ti em fogo
Perder a vergonha, o pudor e a sanidade
Rastejar animal sedento sobre teu ventre
Deixar-lhe todas minhas digitais
Sobre ele
Em direção ao vértice
Perder o juízo
Morder-te os lábios
Embebedar-me 
Da fonte de desejo e vida
Cortar o ar num grito de prazer,
Desejo e deleite
Meu azul céu colorindo.

Agora repousas, quase dormitas serena,
E ao fitar teu corpo desnudo
Indago-me já saudoso:
Posso ser feliz sem te amar?
Descansarei sem te perder um dia?
Terei felicidade se te perder um dia?
Em tua distância
Onde acenderei meu fogo poético?
Como minh’alma se abrirá em festas?
Como passará a paisagem?
Onde me acharei ao perder-me em te buscar?
Onde obterei a luz dos olhos meus
Que repousa em teu olhar?
Por  onde vou sem você?
Para  onde vou sem você?
Como hei de te viver
Na ausência de mim quando te vais?

Será que só eu sei amar assim?
Será que eu só sei amar assim?

Talvez o amor só seja assim para mim...

2 comentários:

  1. Ah, o amor tão bem cantado nos teus versos. essa mistura de animal e de espírito que habita todo homem e que o faz mais inteiro. "Amada que meus olhos desnudam e possuem
    Que minhas mãos profanam e prostituem". Isso é bonito demais. Obrigado pela visita ao meu blogue

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