sábado, 26 de março de 2016



A  recusa de ser escravo é na verdade a revolução.
A  recusa é na verdade o que muda o mundo.
Assim cada homem é convidado a fazer sua própria.
FIAT LUX.
Um dia de luz na consciência são mil anos do mundo.
Recusa é o atrito que produz luz.
A revolução de um dia de recusa no presente, vale séculos.
É o presente que amadurece a consciência e a vontade de recusa.
É no presente que há revolução.
É o presente que contém a riqueza da construção possível.
Construção da verdadeira vida longe do senso comum da subvida, da asfixiante sobrevivência, da mediocridade e da morte pela ausência da paixão.
Morte suave que se disfarça na sob vida, na subvida da sobrevivência.
O desassossego da morte sob  disfarce assalta-me na proporção da multidão que me rodeia.
Morte que o senhorio coloca como natural tal qual uma boca sem dentes.

Hoje o que aterroriza nem é tanto a morte, mas a presença angustiante da sub vivencia, o terror é a ausência da verdadeira vida, da vida transbordante em poesia e arte.
Mesmo presente que na verdadeira vida o morrer é inevitável, pelo menos o morrer será da mesma maneira como aconteceu amar.
Com voluptuoso prazer, na possibilidade da revolução, no jogo da paixão, com arte, poesia, criatividade e liberdade.

Não se pode ir à recusa sem  arte, poesia, criatividade, jogo, liberdade e amor.
Não há a revolução sem arte, poesia, criatividade, jogo, liberdade e amor.
Não se pode viver verdadeira vida sem  arte, poesia, criatividade, jogo, liberdade e amor.
Sem isso nem se deve morrer. 
                            Vilemar F. Costa   -  Março/2016

*** Aqui a palavra “jogo” uso segundo os conceitos de Johan Huizinga em “Homo Ludens” e Eduardo Nicol em “Critica da Razão Simbólica”.



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